
Líbero Luxardo ocupa uma posição central na história do cinema paraense. Cinegrafista, escritor, jornalista e realizador, construiu no Pará uma produção que atravessou cinejornais, documentários e filmes de ficção. Sua câmera registrou Belém, a ilha do Marajó, Marabá, os rios e diferentes projetos políticos e econômicos implantados na Amazônia.
O início da carreira no cinema aconteceu no estado do Mato Grosso, onde também é pioneiro do cinema. Realizou o Ciclo Mato-grossense, Alma do Brasil (1932), Caçando feras (1936) e Aruanã (1938), os dois últimos pela Cinédia de Adhemar Gonzaga. No Pará chega no início dos anos 1940 e fica até o final da sua vida em 1980.
Registrou o governo de Magalhães Barata como “cinegrafista oficial”, lançado em 1959 uma homenagem com os cinejornais do período além do funeral do governador.
A partir de 1960 até os anos 1970 realizou no estado do Pará, em seu Ciclo Amazônico, Um Dia Qualquer… (1965), Belém do Pará (cinejornal de 1966) Marajó – Barreira do Mar (1966), Um Diamante e Cinco Balas (1968) e Brutos Inocentes (1973). Dois documentários dos anos 1970 chegaram até nós, Pescadores da Amazônia e Viagem à Amazônia: Rio Purus.
Luxardo realizou na carreira sete longas-metragens de ficção e merece entrar entrar em todas as listas dos grandes cineastas da história do cinema brasileiro.
MEMÓRIAS SUBMERSAS — Uma história do cinema e do audiovisual do Pará
Conteúdo baseado na tese de doutorado “O Cinema e o Audiovisual do Pará: memórias submersas de uma filmografia invisível”, de Ramiro Quaresma da Silva — EBA/UFMG.
Pesquisa e curadoria: Ramiro Quaresma | Cinemateca Paraense
