
A AVENTURA DO CINEASTA CATALÃO QUE AJUDOU A INAUGURAR UMA PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA NO PARÁ
Em 1911, o catalão Ramón de Baños, de 21 anos, trocou Barcelona por Belém para dirigir a empresa cinematográfica de Joaquín Llopis, trazendo experiência e equipamentos modernos.
Na viagem, iniciou o filme Viagem de Lisboa ao Pará. Em Belém, instalou-se perto da Praça de Nazaré, recuperou o Theatro Odeón e montou um laboratório. Filmou a despedida de Lauro Sodré no porto.
Dias depois, registrou o Círio de Nazaré de 1911 do alto de uma plataforma na Estrada de Nazaré, filmando a multidão, os promesseiros e a berlinda, na primeira produção profissional do Pará.
Pela The Pará Films, registrou eventos políticos, festas, finados, esportes e a vida urbana, criando em 1912 o noticiário Pará Films Jornal.

Sua estadia breve (1911-1913) não deixou filmes para a posteridade, só a partir das pesquisas de @pere.petit.14 essas informações chegaram aos dias de hoje. As imagens se perderam.
Imagem 01 – Ramon de Baños na Espanha nos anos 1930, do seu livro de memórias
Image 02 – Ramon de Baños na chegada em Belém (Fonte @pere.petit.14 )
MEMÓRIAS SUBMERSAS — Uma história do cinema e do audiovisual do Pará
Conteúdo baseado na tese de doutorado “O Cinema e o Audiovisual do Pará: memórias submersas de uma filmografia invisível”, de Ramiro Quaresma da Silva — EBA/UFMG.
Pesquisa e curadoria: Ramiro Quaresma | Cinemateca Paraense
